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terça-feira, 29 maio 2018

Alta Showcase Brasil recebe técnicos e produtores argentinos

Entre os dias 21 e 25 de maio a Alta Brasil recebeu técnicos e produtores argentinos no 2º Alta Showcase Brasil, a fim de apresentar os diversos tipos de sistemas de produção existentes na pecuária brasileira, demonstrando as diferentes tecnologias implantas em cada propriedade utilizada como ferramenta para otimizar o ciclo da pecuária brasileira.

A programação de visitas teve início na Fazenda Genética Aditiva, localizada em Terenos-MS, referência em avaliação genética e seleção para característica de precocidade dentro da raça Nelore no Brasil. Durante a visita a técnica Roberta Gestal comentou sobre o funcionamento da fazenda, as mudanças ocorridas para melhor avaliar os animais, incluindo a avaliação de eficiência alimentar através do Intergado e o modo de seleção trabalhado por esses selecionadores.

Foram apresentados lotes de primíparas super precoces e secundíparas, demonstrando que não há problema na reconcepção dos animais da categoria super precoce, quando se possui um manejo adequado para cada categoria presente na fazenda. Ainda demonstraram um lote de doadoras, possuindo mães de grandes touros da bateria de Nelore como mãe do REM Usp, REM Armador e REM Espião e, por último, um lote de touros jovens, onde tivemos a oportunidade de vê o touro Espião que está na fazenda.

Ao fim da visita foi ressaltado a importância da utilização de touros jovens no progresso genético da fazenda, mostrando a confiança e a certeza que esses selecionadores possuem na teoria do melhoramento genético que afirma que os filhos devem ser melhores que os pais.

No segundo dia, no período da manhã,   visitaram a Fazenda Papaiz em Ribas do Rio Pardo-MS, onde o grupo foi recepcionado pelo proprietário Júlio Márcio Pereira de Oliveira que explicou como se dá o manejo da fazenda e as razões pela qual optou fazer o cruzamento com Aberdeen Angus.

A propriedade sempre possuiu o sistema de cria, recria e engorda e buscando alternativas para buscar maior rotatividade e, consequentemente, maior lucratividade, iniciou o cruzamento industrial das vacas Nelore com o Hereford, porém, o mercado foi soberano e começou a exigir animais de pelagem preta, o que o levou a trabalhar com o cruzamento do zebu com o Aberdeen Angus, mas sempre se preocupando com sua reposição de Nelore que é sua base de rebanho.

Durante o giro na fazenda foi possível observar lotes de novilhas com 18 meses e 450kg, as quais são apenas suplementadas com proteinado e lote de vacas com bezerros ao pé, os quais seriam desmamados na próxima semana. Esses estavam com oito meses e uma média de peso de 280kg, todos filhos de Enterprise e Earnan.

No período da noite seguiram viagem para a Araçatuba-SP, onde foi realizado uma palestra pela Global Gen, representante da Alta no sudoeste do Mato Grosso do Sul. Cleir, proprietário da empresa, contou a história e como se dá o gerenciamento de uma equipe de campo inseminando mais de 30.000 vacas por ano. Ainda, demonstrou os tipos de protocolos trabalhados com resultados comparativos dentro da estação, além de apresentar alguns dados iniciais da utilização do Doppler.

Já em Guararapes-SP, no terceiro dia, visitaram a Fazenda Terra Boa, onde tiveram a oportunidade de conhecer o processo de seleção genético tanto da raça Nelore, quanto do Brangus. A raça Nelore conta com um plantel de 400 matrizes, a raça Brangus 150 matrizes em sistema de cria. Também são feitas por volta de 400 prenhezes de FIV, 250 Nelore e 150 Brangus, possuindo para este fim 750 receptoras.

Em 1992, o criatório ingressou no Programa Nelore Brasil, da ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores). O programa de avaliação genética foi fundamental no trabalho da seleção do Nelore Terra Boa. Essa parceria proporcionou ótimos resultados com uma melhora expressiva dos índices genéticos do plantel. A seleção passou, assim, a ter um instrumento que fornece valiosos subsídios no momento da avaliação do rebanho.

Em 2003, a Terra Boa adquiriu um rebanho comercial da raça Brangus no Mato Grosso do Sul. Satisfeitos com as qualidades da raça (precocidade, boa habilidade materna, fértil, rusticidade, características funcionais), em 2008, a cabeceira do rebanho foi direcionada para a Fazenda Terra Boa, dando início ao trabalho de seleção do Brangus JT.

No período da tarde foi visitado o confinamento JBS, localizado em Guaiçara-SP, onde tiveram a oportunidade de conhecer o manejo de um Boitel que é quando terceiros enviam animais para engorda sob diferentes tipos de contratos, possuindo capacidade de suporte de 13 mil animais estáticos.

A fazenda foi adquirida do grupo Bertim em 2011, com a intenção de abastecer exclusivamente o programa Swift Black, marca destinada ao mercado Premium de carne bovina. Essa linha de carne e proveniente de raças britânicas, passando por um rigoroso controle de qualidade, desde o manejo até o abate. Esse projeto se encerrou em junho de 2017 onde foi transferido para o estado do Goiás, a partir de então se iniciou boitel no confinamento, onde esses animais ficam em torno de 90 dias confinados para depois ser abatido no frigorifico da JBS Lins.

Para encerrar, no último dia, foi realizado na central Alta em Uberaba-MG, um desfile com 16 touros, exemplares das raças Nelore Padrão, Nelore Mocho, Tabapuã, Sindi, Brahman e Senepol. Esses animais foram expostos a título de demonstrar padrão racial e as várias utilizações que cada raça possui dentro do país, sempre destacando a importância da avaliação genética.

Ainda na central, o técnico, Manoel Sá Filho apresentou alguns trabalhos com resultados de diferentes protocolos, o programa Concept Plus e a importância de seus resultados, salientando a importância de se fazer uma seleção baseada em fertilidade e avaliação genética.

Confira algumas fotos:



Luiza Mangucci
Luiza Mangucci
luiza.mangucci@altagenetics.com
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